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Quatro-Quatro-Dois



Segunda-feira, 26.11.12

Missão Cumprida

 

Há dois destaques negativos logo no inicio desta crónica. O primeiro vai para a "parvoíce" que é jogar em casa com o equipamento secundário. É de mau gosto, é puro marketing, é uma idiotice. Não consigo entender num Benfiquista o apoio a esta decisão.

 

O segundo destaque, que tem sido recorrente, é para a ausência de público na Luz. O Benfica está em primeiro, está a disputar taco-a-taco com o FC Porto a liderança da nossa Liga, e o Estádio da Luz não consegue mais de 25.000 adeptos. Mesmo com as campanhas, mesmo com as “borlas”, mesmo com as castanhas, os matraquilhos e os posters. Eu sei que chovia, eu sei que há crise, mas num universo de 300.000 sócios (dizem) ? Se calhar deveríamos reduzir o Estádio da Luz para 35.000 pessoas…

 

E em relação às campanhas, e se querem realmente ajudar os sócios mais carenciados, que tal acabarem com o 13º mês de quotas para quem tem Red Pass? Isso sim, seria “premiar” os sócios mais assíduos, e não estas ações de cosmética…

Agora que já desabafei o que me desagradou, vamos ao jogo.

 

O Benfica entrou em campo frente a um desfalcado Olhanense (mas bem orientado por um bom treinador) um onze com algumas alterações. Mantendo-se fiel à sua filosofia, Jesus não mexeu na defesa. Apresentou Artur, a habitual dupla de centrais (Luisão e Garay) e voltou aos laterais “titulares”: Melgarejo e Maxi Pereira. No meio campo o principal destaque é a inclusão de Carlos Martins (em vez de Enzo Perez) . De resto o habitual, com Ola John e Salvio nas alas e Matic (mais um grande jogo) na posição “6”. No ataque, mais uma alteração: Rodrigo e Cardozo.

 

Começámos em toada ofensiva e cedo se percebeu que muito dificilmente o Olhanense poderia criar uma surpresa no Estádio da Luz. No entando, e apesar dos diversos cantos e remates perigosos nos primeiros minutos, foi preciso um penalty aos 26 minutos (“gravata” a Maxi Pereira) para o Benfica conseguir quebrar a defesa do Olhanense. Golo do suspeito do costume: Oscar Cardozo.

Apenas já quase sobre o intervalo o Benfica voltou a “cheirar” o golo. Um excelente centro de Ola John e Rodrigo (fraca exibição) a obrigar o guardião Olhanense a excelente defesa.

 

A segunda parte nada de novo trouxe. O Benfica em serviços mínimos e um Olhanense a tentar espreitar o contra-ataque.

A dupla substituição aos 68 minutos (Enzo Perez e Lima por Carlos Martins e Rodrigo) sortiu efeito pouco depois e num canto marcado por Perez, o guardião do Olhanense fica a meio caminho e Luisão marca de cabeça o segundo do Benfica (a compensar um erro infantil em que criou perigo para a baliza do Benfica).

 

História do jogo arrumada. Apenas para contar a substituição quase no final do jogo de Maxi por André Almeida.

 

Gostei mais uma vez do jogo de Ola John. Não vejo ninguém a cruzar assim em Portugal desde…Drulovic.  Tem apenas 19 anos e pode ser um caso muito sério. Gostei também de Carlos Martins. Muito bom jogo. Nada egoísta e a mostrar o Martins da pré-época. No Olhanense, Djaniny e José Luis Fernandez demonstraram porque não tinham lugar no plantel do Benfica. O primeiro foi titular e nem um remate me lembro de o ver fazer…

 

Seguem-se dois jogos que podem definir uma época: Barcelona em Nou Camp e o sempre apetecido Derby em Alvalade. O segundo, para mim, muito mais importante que o primeiro. 

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rematado por Ricardo às 22:28

Quinta-feira, 22.11.12

Europa garantida



O Benfica entrou em campo frente ao Celtic de Glasgow com um objectivo claro: vencer para manter a esperança do apuramento.

 

No onze a mini surpresa de André Almeida em lugar do tocado Maxi, e de resto o "11" habitual: Artur, Melgarejo, Luisão, Garay e André Almeida, Matic, Ola John, Enzo Perez e Salvio; Cardozo e Lima.

 

O Benfica atacou logo desde os primeiros minutos e aos sete já estava a vencer com um golo de Ola John. Pensei que iriam avançar para uma exibição de luxo numa noite europeia. Mas não. O jogo ficou morno e apesar de ser sempre o Benfica a "cheirar" o golo, foi o Celtic que marcou. De cabeça por Samaras, isolado...num canto...e no primeiro remate que fizeram à baliza. E de repente chegamos ao intervalo com um empare a um golo. Nada a correr como esperado.

 

Na segunda parte exigia-se ao Benfica uma atitude mais agressiva em busca do golo. E assim foi. A equipa entrou muito melhor na segunda parte  e depois de uma boa defesa do GR do Celtic a remate de Lima, ao remate de cabeça do Luisão e do falhanço de Salvio após bom centro de ...Lima, eis que surge o golo...assistência de Luisão e remate de primeira de Garay. Faltavam 20 minutos para o fim e a partir desse momento o Benfica ainda conseguiu mais uma excelente oportunidade através de um remate de Salvio ao ferro e um livre directo de Cardozo. No entanto, e já nos descontos, o Celtic ainda dispôs de uma boa oportunidade que felizmente não concretizou. 

 

Destaques na equipa do Benfica, pela positiva, os dois centrais  (tanto pela exibição conseguida de ambos como pelo segundo golo), André Almeida (e eu não acreditava muito nele), Cardozo (muito mais móvel) e Sálvio...sempre Sálvio...

 

De negativo...um dos do "costume"...Gaitan (entrou a 15 minutos do final para o lugar de um também menos inspirado Lima) ... Não sei se já estará vendido, não sei se desanimado por não ser titular...sei que é lamentável um jogador com tanto talento não se esforçar... são os que mais desprezo...e Gaitan está nessa lista.

 

De destacar também a boa moldura humana na Luz (quase 50 mil) e a boa presença (já habitual) de adeptos do Celtic.

 

Garantir a presença numa competição europeia é a principal nota de destaque de uma partida em que a vitória do Benfica foi incontestável, podia ter sido por maior margem de manobra e é claramente incompreensível que sejamos relegados para o 3º lugar deste grupo...por este Celtic.

 

Achei na altura que o empate em Glasgow era um resultado positivo. Mas isso seria se o Spartak tivesse ganho ao Celtic em casa e se os "católicos" não tivessem feito o brilharete de vencer o...Barcelona em Glasgow (onde empatámos).

 

Neste momento todas as nossas esperanças de continuar na Liga dos Campeões assentam na esperança de dois resultados pouco prováveis...mas este Grupo já nos habitou a tal coisa.

 

 

PS: Vim agora da Luz onde vi a equipa B vencer o Sp. da Covilhã. É exasperante ver tanta falta de talento e qualidade de jogo naquela equipa com a ausência de André Gomes e André Almeida. Os piques do Miguel Rosa nem sempre conseguem disfarçar tudo (e hoje fez mais 2 golos), mas há que investir e insistir no trabalho com jogadores como Cancelo que têm talento mas se estão a perder...é urgente.

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rematado por Ricardo às 23:02

Quarta-feira, 07.11.12

Façamos isto Daniel Oliveira style

Não gosto destes resultados.

Não gosto dos sete pontos em oito jogos. E vi voar demasiados in loco.

Não gosto do 13º lugar.

Não gosto do um mata outro esfola diário.

Não gosto da desunião, da exaltação, da nervoseira. Mas percebo-os.

Não gosto dos anúncios "amanhã é que é", dos títulos "tudo acontece ao leão". Tudo me soa a gozo.

Não gosto das danças de treinadores, mas estou com o que chega, sempre.

Não gosto muito desta defesa que tarda a voltar à baliza, mas dispenso que me falem em Polga.

Não gosto de ainda amuar com uma derrota, e ficar neura a um domingo à noite, ao 7º jogo sem ganhar.

Não gosto de palpites sobre a minha escolha de clube. Sou porque quero, sim. É essa a ideia, digo eu.

Gosto do Capel da época passada.

Gosto do Carrillo convocado.

Gosto de Patrício. Gosto de Marcelo.

Gosto de Schaars e em dias alternados, do Adrien.

Gosto do Rinaudo.

Gosto do Insua.

Gosto de ver os jogos entre os meus.

Gosto de ir ao estádio.

Gosto do Sporting.

 

O que dizem os meus olhos? Nunca vi isto antes. Não estou a gostar da experiência. Mais ou menos isto.

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rematado por Marta Spínola às 15:47



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