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Quatro-Quatro-Dois



Sábado, 07.03.15

Tão perto e tão longe

Costumo avaliar o grau de satisfação pessoal de uma viagem pela forma como encaro o regresso a casa. Em geral custa-me sempre atravessar os portões na Portela e chegar a Lisboa, não por não adorar a cidade ou por não ter coisas em Portugal que me “prendam”, mas das coisas que me dão mais prazer no mundo é o simples acto de viajar. Com o advento das companhias low-cost tornou-se mais democrático e obviamente fácil poder desenvolver a pequena “tour” que com alguns amigos fiz na passada semana. Se se as tarifas aéreas facilitam a operação não quer dizer que a mesma seja um sucesso em termos de satisfação, mas esta foi. Quando se viaja com alguns dos melhores amigos para um pais do qual se gosta para fazer o que se gosta e visitar quem nos recebe com família só podemos ter um sentimento de tentar repetir ao máximo todas essas sensações, perseguir aquele click que sabemos que nunca iremos voltar a ter. Tenho plena consciência disso e sei que irei voltar aos mesmos sítios e nunca será igual… mas aposto que continuará  a ser mágico.

 

Tínhamos planeado esta viagem há algum tempo. O objectivo principal era o Revierderby que opunha o Borussia Dortmund com o Schalke04, mas uma conjugação de sorte permitiu ainda juntar o derby de Essen que opunha o Rot Weiss Essen (campeão da Alemanha em 1955) e o FC Kray e o Sankt Pauli vs Aue no penúltimo dia da nossa visita.  5 dias na Alemanha e 3 jogos de futebol. Melhor era quase impossível.

 

Dia -1

Depois de uma chegada ainda ensonada à Portela (isto dos voos baratos tem estes “problemas”) e de uma viagem de pouco menos de 2 horas o primeiro impacto de Hamburgo está relacionado com Lisboa. Para apanhar o nosso avião de regresso à capital estavam largas dezenas de adeptos do Wolfsburg que sorriam aos nossos desejos de “boa sorte para logo”. Penso que perceberam de que parte da cidade eramos sem qualquer problema.

 Carro alugado e rápida viagem até ao centro de Hamburgo. Ao centro “real” de Hamburgo. O bairro de Sankt Pauli. No percurso o cenário esperado numa cidade como Hamburgo. Sinais de ambos os clubes (do HSV mais na zona próxima ao aeroporto e do FCSP mais na zona central), bastante arte urbana e sinais invadidos por autocolantes. A maioria do FCSP mas diversos clubes europeus também por lá andavam. Primeiras fotos ao Millerntor, um pequeno passeio na Reeperbahn e um rápido almoço antes de galgarmos os 340 kms que distanciam as cidades de Hamburgo e Dortmund. Viagem longa e cansativa compensada pela forma como fomos recebidos na cidade do BVB pelos nossos anfitriões. E sim, a cidade é do BVB. Se dúvidas houvessem ficariam automaticamente dissipadas ao atravessas as primeiras ruas, entrar nos primeiros cafés / restaurantes ou nos hotéis. Praticamente todos os espaços estão decorados com as cores e símbolos do Borussia. Não há qualquer dúvida acerca de que equipa a cidade apoia. E não há qualquer dúvida qual é o maior símbolo da cidade. Dortmund e o seu Borussia são apenas uma entidade.

 

Dia 1

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 Tínhamos um encontro com o nosso anfitrião às 11h. Como bons portugueses chegámos eram 11h15. Era sexta-feira mas nas ruas já se viam pessoas de cachecol e camisolas para o jogo no dia seguinte. Tínhamos planeado uma visita a ambos os Estádios do Dortmund (o Westfalenstadion e o velhinho – e lindíssimo -  Rote Erde mesmo ao lado) e ao Borussuem.

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Sentia-se no ar a véspera de um jogo grande. Tudo a ser preparado dentro e fora do Estádio. A nossa visita à imponente Sudtribune (25.000 lugares de pé, a maior bancada do estilo na Europa) e a subida desde o primeiro degrau até ao último só foi suplantada pelo vislumbrar de referências ao Benfica no museu do Borussia. Dos poucos clubes Europeus que estão referenciados. Português é o único.

 

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Um pequeno apontamento define como a Alemanha olha para os adeptos de futebol. O sector visitante tem um palanque improvisado (à semelhança do local) para permitir que o apoio seja melhor. Repito: o sector visitante !!!

 

Um rápido almoço num dos restaurantes do estádio e o regresso até ao centro da cidade onde nos aconselharam alguns pontos de visita antes de novo encontro às 18h para o primeiro jogo da viagem. Esperava-nos o Derby de Essen.

 

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Cerca de 50 minutos foi quanto demorámos da estação central de Dortmund até Essen-Bergeborbeck e mais uns minutos a pé até ao estádio, o moderno Stadion Essen com capacidade para 20.000 pessoas. Se ficámos um pouco desiludidos com o número de  adeptos do FC Kray (não chegavam às 3 centenas) por outro lado a moldura na curva de apoio ao Essen era imponente. Praticamente cheia (total de pessoas no Estádio rondariam os 9000 – na quarta divisão alemã numa sexta à noite) e tudo de pé e a apoiar a equipa.

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Novos, velhos, mulheres, crianças e alguns “turistas” (como nós e uns ingleses que também iriam ao BvB vs Schalke do dia seguinte). O jogo foi interessante e apesar dos esforços do Essen (a melhor equipa em capo e em lugar de promoção à 3ª divisão) a vitória sorriu aos forasteiros (que rapidamente ergueram uma frase a referir que era a 2ª vitoria em 2 derby’s deste ano) mas o principal destaque deste jogo foi a pequena conversa que tive com o inglês que conhecemos.

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Como fan do Forest que era a conversa começou obviamente pelo Brian Clough e o despedimento do Stuart Pearce (que muito lhes custou) e os problemas financeiros do seu clube natal (que à semelhança do Benfica tem 2 Taças dos Campeões Europeus) mas rapidamente derivou para a venda da alma do Futebol Inglês (com o advento da Premier League) e para as comparações entre o que se passava em Inglaterra e na Alemanha. Obviamente os Alemães goleavam. Bancadas de pé, cerveja no estádio, horários bem escalonados, preços impecáveis e paixão na bancada por oposição às cada vez mais restritiva Premier League cheia de leis idiotas e preços que envergonham quem alguma vez chamou ao futebol britânico “the people’s game”. Faço ideia o que sentiria este meu novo amigo acerca do nosso jogo de Domingo…  Despedimo-nos com um convite para visitar o City Ground logo que possível. Assim faremos.  

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Outro facto que me saltou à vista ao desfolhar o programa de jogo. Na 4ª divisão Alemã, o Rot-Weiss Essen tem uma média de assistência em casa de 9000 adeptos e fora… de 5000. Números impressionantes para qualquer clube Português.

 

Regresso a casa mas não sem antes uma pequena paragem num bar de adeptos locais para uma wurst e bebidas. Para alguém foram demasiadas, mas nada que não se culpasse a Deutsch Bahn pelo constante oscilar do comboio. Estávamos de regresso a Dortmund e a primeira etapa estava completa. O dia seguinte seria grande.

 

Dia 2

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Começamos o dia com um típico pequeno-almoço preparado pelo nosso anfitrião (não sei como o conseguiu após a regada noite anterior mas foi impressionante) antes de um curto caminho a pé até ao Westfalenstadion. Era o dia do grande jogo.

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O estádio apresentava todas as característica habituais de um dia destes. Um mar de gente amarela (mas alguns de azul pelo meio sem qualquer problema) e um forte aparato policial que incluía carros de combate e os habituais esquadrões de cavalaria. Estabelecemos como base o Biergarten do Rote Erde e por lá ficámos até perto da hora do jogo (ou seja…1h antes) enquanto conversávamos e observamos as pequenas diferenças entre o publico português e o adepto alemão. Pelo meio chegou mais um reforço para a nossa pandilha. Um velho amigo português  (nascido na Alemanha) com season ticket do Borussia e Benfiquista. Estávamos em casa.

 

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Entrámos para a SudTribune e o impacto é algo de inesquecível. Se a bancada vazia é imponente, cheia é um mar de gente. Uma parede. Faltava pouco menos de 1h para o jogo e estava praticamente cheia. Uma estranha mecânica em que cada um sabe o seu lugar e constantes viagens entre o mesmo e a busca de cerveja  não provoca qualquer tipo de confronto ou perturbação a quem tem de se desviar (não sei como é humanamente possível naquela massa). Estarão todos certamente habituados a toda esta experiência. Respira-se confiança.

 

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O jogo começa e o Borussia domina por completo o seu adversário. Nas bancadas a Sudtribune apoia incessantemente e provoca os seus rivais com uma  exibição de artigos conquistados aos adeptos do Schalke. Faixas, bandeiras, panos, t shirts e bonecas insufláveis equipadas pelas cores do Schalke.  Com pena nossa as habituais coreografias brutais foram substituídas por esta improvisação. Do lado do Schalke apenas apoio vocal. A abertura de pirotecnia no ano anterior provocou uma proibição de bandeiras. Incrível como necessitou de esperar até aos 78 minutos para marcar o primeiro dos três golos com que brindou o arqui-rival. Podiam ter sido 5 ou 6 sem qualquer problema. Depois de perdido na primeira metade do campeonato… o  Borussia está de volta.  O jogo termina e não vejo pressa de ninguém em ir para os transportes ou para a Sportv. A equipa dirige-se à Sudtribune e festeja. Dança, senta-se e levanta-se aos pulos, sente-se uma comunhão entre plantel e adeptos que nunca vi antes em qualquer grande clube português. Passados largos minutos lá abandonámos a bancada. Passamos pela “zona mista” do Estádio onde vemos os jogadores do Dortmund e Schalke a conversar e ao sairmos do estádio cruzamo-nos com o Jurgen Klopp e o Di Mateo, que no sentido inverso ao nosso caminhavam lado a lado em amena cavaqueira. Igual a cá certo?

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De regresso ao Biergarten e o sol já se começava a pôr mas a festa continuava em redor do estádio. Vamos recebendo as notícias dos golos do Benfica (goleada por 6-0 ao Estoril)  e fazemos a nossa festa dentro da festa. Um par de horas depois (e feitas as despedidas aos velhos e novos amigos) estávamos de volta à estrada para o último capítulo da nossa saga: Hamburgo.

 

Dia 3

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 Depois da chegada nocturna a Hamburgo nada melhor que um acordar cedo (6h30) para ir passear sob a chuva fria do norte da Alemanha. Uma curta viagem de autocarro levou-nos do nosso hotel até ao Fishmarkt. Tinhamos boas referências relativamente a este ponto de visita e não nos defraudamos. O enorme mercado de peixe e vegetais é completado pelo edifício  do período da revolução industrial onde é o “epicentro” do culto do Fishmarkt: banda a tocar, pessoas a comer hamburguer’s de peixe e um clima  de festa pouco habitual às 8h30 da manhã de um domingo. Local de turistas e de fim de noite para locais obviamente. Alguns adeptos ao Aue misturavam-se na multidão. Era dia de bola.

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Depois da visita ao mercado percorremos as ruas limítrofes à zona ribeirinha de Hamburgo e sem saber muito bem como deparamo-nos com nomes familiares… Estamos numa rua em que todos os restaurantes têm nomes portugueses (a excepção é o café No Name !!!!)  e os produtos anunciados nas montras vão desde “tosta mista” ao “pastel de nata” passando pela “sagres” e a “meia de leite”.  E assim foi num café português (com adereços do Benfica e da Selecção) que tomámos o nosso pequeno almoço. Impecável.

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Mais umas ruas, praças e igrejas visitadas e estamos no parque de Planten un Blomen , vizinho do Millerntor e do espartano Heiligengeistfeld Bunker, uma herança da II Guerra Mundial. Faltavam cerca de 2h para o jogo (era às 13h30) e tirando pequenos grupos de adeptos do Aue não via ninguém na rua que sugerisse que houvesse jogo de futebol na zona. Muito menos que os quase 25.000 lugares do Millerntor fossem totalmente ocupados.  Dirigimo-nos ao ponto de encontro combinado com os nossos anfitriões locais (o afamado pub Jolly Roger) e fomos recebidos como “clientes habituais” do espaço. Ninguém nos olhou de lado ou suspeitou da nossa presença até encontrarmos as pessoas que nos aguardavam.  Começávamos a sentir o espírito de Sankt Pauli ali naquele pequeno momento. Sentados à roda de uma mesa foi-nos apresentado um português (mais um benfiquista) membro dos Ultras Sankt Pauli. Portugal, Hamburgo, o Benfica e o Sankt Pauli, o momento da equipa e dos ultras e um “curso rápido” do que era a filosofia daquela gente. Receberem bem quem vem por bem. Independentemente da cor ou credo. É assim o “estilo” Sankt Pauli.

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 Ainda não convencido que o jogo teria lotação esgotada (se bem que alguns de nós iriam entrar com season tickets de outro pessoal devido à escassez de bilhetes)  lá nos metemos em marcha para o estádio e aí percebi tudo… Do lado oposto à Budapesterstrasse fica o parking e o grosso dos adeptos do Pauli estava ai.  E tudo o que sempre esperávamos encontrar também. Estavam lá os punks e os velhos marinheiros, estavam os “Kutte” cheios de estampas e estava um estádio modernizado (ainda não completo) mas o ar a futebol à antiga. Nada de lojas do clube nas quais só para entrar são 45 minutos (em Inglaterra é o costume) mas sim o Fanladen.

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 Projecto com mais de 20 anos criado para ajudar os adeptos nas deslocações mas hoje uma instituição dentro do clube. Entramos e estamos perante um cenário impossível de reproduzir em Portugal. O simples facto de a venda de fanzines / autocolantes / livros ser feito na base da “honesty box” (retirar das prateleiras e colocar numa caixa o valor correspondente) arrancou-me risos só de imaginar um qualquer grupo português que usasse esse sistema… até a caixa das moedas iria desaparecer ao final de um dia. Mas o Fanladen não é apenas uma loja. É a loja, serve refeições, serve de armazém de bandeiras e tarjas (dos ultras da curva e do grupo que ocupa a bancada central) e até fraldas lá vimos mudar. É o “clube” dentro do Clube. É a “alma” do culto do St. Pauli.

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Visito a central de uma ponta à outra e vejo dezenas de pinturas com icons e palavras de ordem. Tudo em redor do mesmo: tolerância, integração, não à descriminação racial e sexual. Chego ao fim da “visita” e vejo alguém de fato de treino animando a bancada como um louco. Pergunto quem é (esperando uma resposta como “é o nosso speaker”). A resposta deixa-me sem palavras “É o nosso treinador”

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Ocupamos os nossos lugares na bancada e aos primeiros acordes de “Hells Bells” (a equipa do FCSP entra em campo com esse som) sinto um arrepio. Preparo-me para assistir a algo que pensava já não existir. Toca a música, entram as equipas. Dezenas de bandeiras na curva e na central. Uma nuvem de papelinhos invade o ar  e ao meu lado um senhor de avançada idade levanta no ar uma bóia marítima pintada de castanho e branco e dizendo “Sankt Pauli – Hamburg” . O Millerntor estava apresentado.

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O jogo começa e o apoio é constante (à semelhança de ambos os jogos vistos anteriormente). Os ultras dominam as vagas de cânticos mas na central dão réplica e épico o momento em que é apontado um canto e tiram as chaves do bolso para fazer um efeito sonoro. Uma tradição por aqui. Nunca vi algo semelhante anteriormente.

 

Do lado ao Aue uma boa surpresa. Cerca de 1000 adeptos marcaram presença e apoio. Uma cidade a mais de 500 kms de distância. Fantástico

 

A equipa do FCSP encontra-se no último lugar da 2 Bundesliga e pelo que vi deste jogo muito dificilmente escaparam à descida. Existe vontade mas a falta de qualidade é preocupante. Mas se isso é suficiente em Portugal para afastar as pessoas do futebol, na Alemanha o estádio está cheio e o apoio dura 90 minutos. O jogo termina com um sempre desagradável 0-0. Não vejo protestos contra a equipa mas sim um silêncio sepulcral nas bancadas. Ou muito me engano ou será assim no último jogo da temporada.

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 Voltamos a passar no Fanladen e no Jolly Roger e percorremos algumas ruas do mítico bairro antes do almoço / jantar na companhia dos nossos amigos.  Umas pequenas lições de história de luta social do bairro  e as despedidas (um até breve) dos nossos anfitriões. O regresso ao hotel e vencido pelo cansaço do dia optei por dormir enquanto os meus restantes companheiros / as optaram por procurar um streaming para assistir ao Porto – Sporting. Tempo perdido :-)

 

Dia 3+1

 

Chegou o dia do regresso. Cedo abandonámos o hotel e em poucos minutos estávamos na Speicherstadt, a cidade de armazéns nos canais que me despoletou desejos de visita desde que assisti ao Soul Kitchen há uns anos atrás. Zona espectacular que merece uma visita para quem se desloque a Hamburgo. Mais referências a Portugal. Seja no nome das Praças e Ruas (Vasco da Gama aparece referido) ou através de uma instalação da Hamburg Opera com sons de Marisa. Regresso ao carro e atravessamos as ruas da cidade pela última vez em direcção ao aeroporto. Um pequeno atraso no voo mas Lisboa chega em 3h. Recebe-nos o sol que nos havia abraçado em Dortmund mas abandonado em Hamburgo.

 

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Volto para casa sem vontade de fazer algo ou sequer falar . Fico sempre assim após viagens marcantes. É o meu momento de depressão. Passado umas horas ligo a tv e vejo o resumo de um Académica –Penafiel (?!?!) com o estádio de Coimbra completamente vazio.  Será possível obrigar os nossos dirigentes a irem passar 6 meses à Bundesliga? E criar projectos como o Fanladen ou o Fanabteilung em Dortmund? E gerar movimentos de adeptos que em vez de se preocuparem em garantir os seus bilhetes (ou aproveitar para os candongarem) ou as suas vaidades lutassem pelos preços dos bilhetes e condições dos adeptos?

 

É melhor voltar a dormir…

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PS: A vida tem me dado a felicidade de conhecer pessoas boas um pouco por toda a europa no decurso destas viagens e a benção de ter um núcleo de bons amigos que por vezes me acompanham. Sem tudo isso isto seria apenas um exercício de aritmética ou de coleccionismo que a mim nada me dizem. Quem me acompanhou e as novas pessoas que conhemos acrescentaram uma enorme mais valia e significado a tudo isto. Sem vocês seria possível...mas não seria inesquecível. Obrigado !!! Danke !!! Thanks !!!

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rematado por Ricardo às 23:22



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