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Quatro-Quatro-Dois



Domingo, 02.09.12

Sou mais ou menos assim com o Grandamor

Fico zonza com os empréstimos, as compras e vendas (não tive de me preocupar com estes últimos, verdade). Não fixo valores, mas nunca me esqueci dos onze milhões + um Nuno André Coelho vá se lá saber porquê. Este é o lado do futebol que não me atrai nem fascina. Posso acompanhar, eventualmente comentar, mas não fixo nada. Sei que o meu clube este ano tem mais de uma duzia de jogadores emprestados e o que isso me diz é duas coisas: Wilson Eduardo, filho, tem juizinho, e contam os que cá estão. É com os que estão que conto.

E se segunda pensei, quinta confirmei: já começou a esquizofrenia. Um empate na Dinamarca que eu quis ignorar, assobiar a ver se ninguém dava por ela, uma derrota em casa para o campeonato (d'oh!) que são as que mais me custam, e uma segunda mão cheia. Não fico eufórica, o resultado que não devia ter acontecido foi o de lá. Fico nervosa, fico ansiosa, rio e não sei se quero mais golos ou que os reservem e dividam igualmente por todos os jogos. Se fosse tão simples... Se fosse só eu querer.

 

Sofro com rics menines saídos do clube, sejam quem forem, quando voltam a Alvalade. Não os assobio, só tive vontade de assobiar um mas estava sozinha nesse jogo, e eu ainda sou uma senhora. 

Tenho uma coisa pela esquerda e o meu lugar no estádio é de frente para o corredor esquerdo. Manias.

Tenho memórias de jogadores que não foram campeões mas eu adorava rever noutros mais novos.

Tenho memórias de jogadores campeões. E depois tenho a memória de Peter Schmeichel, guardada numa caixinha.

Já não sei que marca de luvas usa cada guarda-redes como há anos, já não faço questão de saber quem é o junior que sobe, já sei muito menos do que já soube, mas estou lá. 

Já não fico (sempre) doente. Podia dizer "já não choro" mas a última vez que chorei foi com o Grasshopper, e geralmente até faço piada disso. Isso foi há vinte anos, é fazer contas e ver o que já se passou depois. A mim não apetece agora rever tudo. E sim, brinco com o mau que já vi passar-se em campo. Revivo o bom com os meus e sei dar-lhe valor. Muito.

 

Ah, as opções do treinador,  as experiências e as aventuras de Sázinho (eu fui uma Sazette. E ainda sou um bocadinho, não quero saber. Também fui das últimas a desistir de Paulo Bento ou Domingos). Menos um Rinaudo, mais reforços, e poucas, tão poucas opções para a frente (eu gosto do Van Wolfswinkel mas ele é só um). Mais a nervoseira que reina época após época e já não se disfarça. Tudo isto dá um cocktail explosivo e eu estou lá para fazer parte, assumo tudo.

Enervo-me calada, suspiro "outra vez...?", jamais assobio os meus, salto se é golo, e quero muito que corra tudo bem. Sempre. E nem sempre corre, já sabemos. Sem problema, volto sempre. É assim que vivo e vejo o meu clube. E não o trocava, não se troca, ninguém com mais de 8 anos troca de clube.

Cá estarei para ver o que se passa este ano, e vir cá dizer o que me vai na alma.

 

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rematado por Marta Spínola às 17:02




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