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Quatro-Quatro-Dois



Quinta-feira, 04.06.15

E depois do Adeus?

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Uns dias após a nossa vitória no campeonato escrevi este texto. Confessava a minha falta de euforia e um leve desencanto com o nosso futebol

Ontem foi com um misto de incredulidade e de desilusão que assisti ao culminar da novela da renovação de Jorge Jesus.

A minha desilusão não ê tanto com o Benfica (mas já lá vamos) mas sim com a opção de Jesus, o qual tinha em conta como uma pessoa inteligente. Os valores monetários em cima da mesa não explicam tudo.

Ficaria desiludido com Jesus se a opção fosse um Valência,  um Milan ou um Zenit da vida, mas acabaria por entender. Esta opção pelo Sporting comporta todo um diferente leque de responsabilidades que me parece que Jesus não analisou. Começando pelas próprias declarações em que afirmava (e fez capa de jornais) relativamente á possibilidade de treinar outro clube em Portugal (claro que o fez quando se sentiu com a corda na garganta) e terminando no simples facto de que a sua vida pessoal nunca mais será a mesma. Vai ter de estar preparado para os piores insultos em qualquer situação particular e figurará na galeria dos párias do Sport Lisboa e Benfica, ao lado de nomes consagrados como Pacheco ou Sousa em vez de receber as honras que merece pelo seu excelente trabalho na Luz. Depois não sei se Jesus está preparado para o tipo de regime napoleónico de Alvalade. E não sei se irá perceber que foi a primeira bala de canhão disparada na guerra aberta criada por Napoleão de Carvalho, mas para isso já me estou a marimbar. Que corra especialmente mal é o meu mais profundo desejo.

Pessoalmente sempre admirei o trabalho de Jesus desde os seus tempos em Guimarães ou Belém. Foi o melhor treinador que vi na Luz e sempre desejei que ficasse o máximo de tempo possível na Luz. Se o corte seria um dia inevitável nunca previ que fosse desta forma. No entanto, e admitindo que isto servirá para um posterior cerrar de fileiras nas hostes encarnadas (após o soco no estômago) acredito que o trabalho acabou de ficar um pouco menos difícil para o sucessor. Seja ele o anunciado Rui Vitória ou quem sabe Marco Silva?

Finalmente a administração do Benfica.  Este será o principal desafio de Vieira nos próximos tempos. Desconheço a forma como negociou a renovação com Jesus (e entretanto já começou o jogo do empurra para desculpabilizar o treinador pela sua opção atribuindo o ónus ao presidente) mas uma coisa não me vou esquecer: foi Vieira quem manteve Jesus quando 90% do universo benfiquista o queria fora da Luz. Se há coisa que a vida me ensinou (especialmente no mundo da bola) ê que as boas acções acabam por ter boa sorte (e o inverso). Vieira merece neste momento a sua sorte. Se foi a “estrutura” a criar Jesus se foi Jesus a criar a “estrutura” os próximos tempos o dirão.

Ontem passei a noite no cinema.  A meio fomos surpreendidos pela noticia. Fui para casa e no trajecto o noticiário da meia noite da TSF confirmava a noticia. Entro no Facebook e no mural de um dos meus melhores amigos (ele próprio uma “vitima” do mundo da bola) rezava algo como " Foram os Verões quentes que nos tornaram enormes". Relaxei e dormi descansado.

 

Carrega Benfica !!!

 

PS: Vai aparecer a pior espécie de personagem, aquele que vai dizer “Eu tinha razão, o Jesus não prestava” ou outras também já recorrentes, as que esperam que o Benfica perca para culpabilizar a direcção do Clube pela saída do treinador (com a cereja a ser o sucesso do mesmo para lá da muralha da Segunda Circular). Ambos merecem a minha total indiferença. Não me apetece julgar o carácter de Jesus (nem tenho qualquer aptidão para isso) nem me apetece que o Benfica não ganhe. Gostava mesmo era de renovar já o meu Red Pass.

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rematado por Ricardo às 09:02




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